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A História de um endereço famoso
Foi no prédio nº 965 da avenida Getúlio Vargas que começou a história da empresa Mayerle Boonekamp fundada em 1892, e que detinha uma formula secreta trazida da Holanda para a fabricação de bebidas como o Bitter a partir de ervas picadasmanualmente que permaneciam em infusão por cerca de nove meses.

A casa comercial de Pedro Mayerle era abastecida pelas bebidas que ele próprio produzia na indústria Mayerle Boonekamp, fundada em 1892. Nos fins de tardes o estabelecimento ficava lotado para o happy hour regado a cerveja artesanal, bitter, e aperitivos caseiros, como queijos e embutidos. A imagem mostra a fachada do imóvel antes da grande reforma. Foto: AN/Minha História Meu Patrimônio.
Margarete Schmalz, sobrinha-neta de Pedro Mayerle, conta que as nove filhas do comerciante ajudavam no atendimento dos clientes e na cozinha da venda, frequentada pela elite da cidade. Já para atuar na produção das bebidas, Pedro trouxe três sobrinhos da Áustria, entre eles o pai de Margarete. Mais tarde, os genros de Pedro também começaram a atuar nas empresas. O bitter, os licores e o capilé ficaram famosos e passaram a ser distribuídos para outros estabelecimentos de Joinville e região, o que estimulou o crescimento da produção quase artesanal da indústria. (Pesquisa A Notícia)
PAPELARIA CRUZEIRO

É compreensível que em tantos anos de atividade, com a instalação da Papelaria Cruzeiro o número 965 da avenida Getúlio Vargas tenha mudado de aparência. Depois de funcionar algum no mesmo prédio, o novo proprietário promoveu uma reforma. A fachada já não era a mesma. E novo espaço ali funcionou uma filial para a extinta loja da rua do Príncipe, que, na década de 1970, completava dez anos no ramo. Foto: AN/Minha História Meu Patrimônio.
AGÊNCIA SICREDI

Em 2019, o antigo prédio foi demolido e nova edificação abriga uma agência do Sicredi. Instalada no mesmo endereço, Getúlio Vargas Nº 965, a 2º agência do Sicredi instalada na cidade e que está há 15 anos colaborando com a vida financeira e realizando sonhos dos seus mais de 4 mil associados na cidade. São 800m² distribuídos em 2 andares que foram entregues em outubro de 2019 nesse novo endereço. Faça uma visita na agência e veja tudo o que o Sicredi tem a oferecer de produtos e serviços financeiros. Acesse:www.sicredinortesc.com.br - Foto: Sicredi
A INDÚSTRIA MAYERLE BOONEKAMP

Fachada do antigo prédio da empresa Mayerle Boonekamp na rua Inácio Bastos, demolido para a instalação de um supermercado. A inauguração do supermercado ocorreu em junho de 2014. Foto:AN
NOTA TRISTE
Nesta sexta-feira (5/3), Joinville perdeu um empreendedor que se notabilizou comoo último proprietário da Mayerle Boonekamp. Morreu aos 94 anos o Sr. Peter Markus Mayerle.
ACONTECEU EM JOINVILLE NO DIA 6 DE MARÇO
No dia 6 de março de 1900, há 121 anos, nascia Hilda Anna Krisch, em Joinville. Enfermeira, ela transformou e qualificou a enfermagem catarinense. De 1938 â 1941 foi presidente da ANEDB - Associação Brasileira de Enfermeiras Diplomadas. Participou da organização do Hospital as Clínicas em São Paulo, onde também trabalhou por algum tempo. Essa notável joinvilense , já doente resolve se aposentar e veio a falecer no dia 24 de julho de 1995, aos 95 anos. Entre as homenagens que Joinville presta à sua memória está uma escola municipal no bairro Jardim Iririú, que leva seu nome.
Nesta data, em 1921, há exatamente 100 anos o Caxias Futebol Clube fazia sua primeira partida A disputa ocorreu em comemoração ao 70º aniversário de Joinville, quando venceu o América na casa do adversário por 2 a 1. Os gols do Caxias foram marcados por Afonso Krüger e Waldemar Moreira, enquanto Alfredinho Zattar descontou para o América. O Caxias entrou em campo com: Paschoa, Camarão, Braga, Mané Gaspar, Paulo Koch, Joaquim das Neves, Carlos Butschardt, Afonso Kruger, Carlos Lopes, Candinho e Waldemar Moreira.
6/3/1982 - Nos festejos de 131 anos de Joinville pousa o primeiro jato no Aeoroporto de Cubatão/1982. Milhares de pessoas se aglomeravam na estação de passageiros para ver o o Boeing 737-200, com capacidade para 116 passageiros que começava a ser usado na rota entre Congonhas, Joinville e Navegantes.
Em 6 de março de 2001, há 20 anos, acontecia a abertura da 1ª Mostra de Cinema de Joinville com o filme "Sete noivas para sete irmãos"/2001. Até o dia 20 de março foram exibidos outros velhos conhecidos dos apreciadores da sétima arte selecionados pelo crítico Germano Jacobs. "Uma rua chamada pecado", "Um corpo que cai", "E o vento levou"," My fair lady", "Tempos modernos", "A primeira noite de um homem" e "Juventude transviada", foram as produções de Hollywood levadas à tela do Complexo Cultural Antarctica.
Bairro Floresta sua história e sua gente
A empresa do pai do entrevistado possuía uma frota de lanchas para colher folhas de mangue que eram transformadas em tanino, um produto que se apresentava em forma de melado. Era transportado em barricas de madeira para os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro por vias fluvial/marítima
Konrad Käsemodel nasceu em São Bento do Sul no dia 5 de maio de 1926, filho de Hans Käsemodel e de Irma Hagemann Käsemodel. Em julho de 2000, foi entrevistado pelo Jornal do Floresta e seu relato publicado na página 5 da edição nº 21 de julho/2000, no espaço denominado "Floresta, sua História e sua Gente".
Ele conta que moravam em São Bento e que em 1950 chegou ao bairro com seus pais. No mesmo ano casou com Edeltraudh e foi morar na rua Olaria, onde no dia 27 de maio deste ano (2000) comemorou bodas de ouro. O casal tem quatro filhos. A seguir, o relato fica por conta de Konrad.
"Em 1935 meu pai ingressou como sócio das Indústrias Reunidas Conrad Kühne, a empresa possuía três unidades industriais; uma olaria na rua do mesmo nome, um curtume na rua Ganabara e uma fabrica de tanino nas margens do rio Bupeva. Tanino era usado para curtir couro e vendido na época para mercados no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O produto se apresentava em forma de melado e transportado acondicionado em barricas de madeira e transportado por vias fluvial e marítima. A empresa possuía uma frota de lanchas para colher folhas de mangue que eram transformadas em tanino."
Atividade empresarial: "Durante quase 50 anos desenvolvi atividades na olaria, uma indústria de telhas, tijolos e refratários que começou a funcionar na rua Olaria, por volta de 1908 e que a partir de 1945 passou e pertencer ao meu pai quando ele se retirou das Indústrias Reunidas. A olaria funcionou até 1997."
Sociedade Floresta: "Acompanhei a vida da sociedade desde seu início quando as reuniões eram realizadas no Círculo Operário na rua Inácio Bastos esquina com a rua São Paulo e participei da diretoria na gestão do presidente Antonio Eliseo."
Infraestrutura: "Foi durante o governo do prefeito Baltasar Buschle que nosso bairro recebeu a rede de abastecimento de água. Lembro que meu pai comprou 500 metros de canos de uma polegada para fazer a ligação até a nossa propriedade mas não precisou usar, a Prefeitura forneceu os canos e executou todo o serviço. Quando chegamos ao bairro não existam vias pavimentadas e a rua Santa Catarina, por onde passava todo o tráfego entre Curitiba e Florianópolis recebia manutenção pelo DER - Departamento Estadual e Estadas de Rodagem . A rua Santa Catarina, a partir da Estação Ferroviária, tinha valas laterais abertas em toda a extensão."
Política: " Eleito com 574 votos, vereador de 1962 a 1966, quando as sessões da Câmara Municipal eram realizadas no pavimento superior da sede da Prefeitura que ficava na rua Padre Carlos, esquina com a travessa São José. Eram 11 vereadores que não recebiam remuneração alguma. Quando ocorreu o movimento de 1964,com a chegada dos militares ao poder, prossegui atuando na Câmara e sem emitir opinião sobre o movimento que depôs o presidente João Goulart. Quando terminou o meu mandato resolvi não concorrer à reeleição ou disputar outros cargos eletivos. Continuei filado á Arena - Aliança Renovadora Nacional, mas sem concorrer a cargos Na época, o bairro Floresta tinha dois representantes na Câmara Municipal, eu e o Édio Fernandes."
Vereadores e suplentes: "Vereadores e suplentes que passaram pela Câmara Municipal no período de 1962 a 1966 e suas respectivas votações; Representantes da UDN -União Democrática Nacional: Nilson Wilson Bender (3.476 votos), Guilherme Züege ( 1.149 votos), Heinz Schulz (881 votos), Willy Schossland (512 votos), Curt Alvino Monich (753), Konrad Käsemodel (558 votos), João A. Santana (381 votos), Jamel Dippe (318), Pedro Moreira Cabral (269). Representantes do PSD - Partido Social Democrático: Reinaldo Gomes de França (441votos), Édio Fernandes (345), Jacinto de Miranda Coutinho (328 votos). Representantes do PTB - Partido Trabalhista Brasileiro: Vilmar Antônio Cordova (1.245 votos), Caetano Évora da Silveira Júnior (831 votos), Idarli Silveira (373 votos). Representantes do PRP - Partido de Representação Popular; Eugênio Brüske (989 votos), Raulino Roskamp (790 votos), Norberto Simm (390 votos)."

Foto: Arquivo JI/ Konrad Käsemodel - Entrevistado em julho/2000 - Entrevista publicada no Jornal do Floresta, página 5 da edição nº 21/julho/2000


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